NORDESTE DA ÍNDIA COM BUTÃO
Dia 01 CHEGADA EM CALCUTÁ
Assistência na chegada. Após o desembarque, traslado ao hotel. (Horário de check-in: 14h00)
Pernoite no hotel.
Dia 02 CALCUTÁ
Após o café da manhã, passeio completo pela cidade de Calcutá, iniciando pelo Largo Dalhousie (B.B.D. Bagh), o coração histórico da Calcutá colonial, ladeado por magníficos edifícios e marcos administrativos como Raj Bhawan, Igreja de São João, Tribunal Superior de Calcutá, Correio Central (GPO), Prefeitura, Edifício dos Escritores e outras estruturas de grande valor patrimonial — uma excelente introdução à rica herança arquitetônica e colonial da cidade.
Prosseguimos em direção à icônica Ponte Howrah, uma das pontes em balanço mais movimentadas do mundo e símbolo maior de Calcutá, com belas vistas do Rio Hooghly e do cotidiano da cidade. Na sequência, visitamos o Mercado de Flores Mullick Ghat, um dos maiores mercados atacadistas de flores da Ásia, famoso pelas cores vibrantes, oferendas religiosas e animada atmosfera.
Seguimos para a Catedral de São Paulo, uma bela igreja anglicana de estilo gótico, admirada pelas vitrais e pela arquitetura imponente.
Mais adiante, visitamos o grandioso Victoria Memorial, construído em mármore branco e dedicado à Rainha Vitória, circundado por jardins exuberantes e abrigando um museu com pinturas, artefatos e registros da história colonial da cidade (fechado às segundas-feiras e feriados nacionais).
Também está prevista a visita ao Museu Indiano, o mais antigo e maior museu da Índia, com amplas coleções de achados arqueológicos, fósseis, esculturas, manuscritos e relíquias históricas (fechado às segundas-feiras e feriados nacionais).
Por fim, visitamos a Casa Mãe, sede das Missionárias da Caridade, onde Madre Teresa viveu e trabalhou. Prestamos homenagem diante de seu túmulo e conhecemos o pequeno museu dedicado à sua vida e obra humanitária (fechado às quintas-feiras). Pernoite no hotel.
Dia 03 CALCUTÁ – BAGDOGRA DE AVIÃO (Voo 6E6785 – 07h55/09h00) BAGDOGRA – GANGTOK (121 km, approx. 5 horas)
Assistência na chegada e traslado para Gangtok. Situada a 1.750 metros de altitude, Gangtok tornou-se capital do estado em meados do século XIX e desde então se desenvolveu rapidamente. O centro da cidade é marcado por grandes edifícios governamentais decorados com símbolos budistas tradicionais. Ponto de parada para quem segue ao Norte de Sikkim, Gangtok é envolvida por mosteiros e orquídeas — uma descoberta encantadora para o viajante.
Pernoite no hotel.
Dia 04 GANGTOK – PASSEIOS PELO DIA TODO (tempo estimado de deslocamento: 6 horas)
Café da manhã no hotel e saída para um dia inteiro de passeios por Gangtok: Ganesh Tok, a Exposição de Flores, Hanuman Tok, o Centro de Artesanato e a Diretoria de Tecelagem e Artesanato (fechado aos domingos), o Instituto de Tibetologia (fechado aos domingos) e o Do Drul Chorten.
Pernoite em Gangtok.
Dia 05 GANGTOK – EXCURSÃO AO LAGO TSOMGO (distância aproximada: 120 km • tempo estimado: 8 horas)
Café da manhã no hotel e excursão de dia inteiro ao Lago Tsomgo, também chamado Lago Changu, localizado a 35 km de Gangtok, a 3.780 metros de altitude. Suas águas provêm do degelo das montanhas vizinhas. Segundo a tradição local, os Lamas eram capazes de prever o futuro observando a cor das águas do lago.
Pernoite em Gangtok.
OPCIONAL – PASSO DE NATHULA
O Passo de Nathula é uma excursão optativa que depende inteiramente das condições climáticas e da disponibilidade de autorizações. Pode ser cancelada a qualquer momento em razão do mau tempo ou de restrições de acesso. O valor pago não é reembolsável.
O Nathu La fica acima do Lago Tsongmo. Por se tratar de área de acesso restrito, é necessária autorização especial. As permissões são concedidas apenas entre quarta e domingo e podem ser canceladas a qualquer momento por motivos de segurança ou condições climáticas. O número de veículos autorizados é muito limitado e não há garantia de vagas antecipadas. A solicitação das autorizações é feita apenas um dia antes da data de visita. O valor adicional deve ser pago diretamente durante o passeio — não está incluído no pacote.
Documentos necessários: nomes completos, idades e gêneros dos passageiros com dois dias de antecedência (por e-mail ou mensagem). Cópias de documento oficial com foto e fotos tipo passaporte serão recolhidas um dia antes diretamente com os hóspedes.
As autorizações estão sujeitas à disponibilidade. Caso o acesso seja impedido por razões naturais ou de segurança após a emissão do documento, o valor pago não será reembolsado. O transporte até o Passo de Nathula (aproximadamente 7 km no total, ida e volta) é compartilhado: grupos de 7 a 8 pessoas por Innova/Xylo ou de 8 a 10 pessoas por Sumo/similar.
Dia 06 GANGTOK – DARJEELING (95 km, approx. 4 horas)
Café da manhã no hotel e translado para Darjeeling. Pernoite em Darjeeling.
DARJEELING: Erguida a 2.134 metros de altitude nas encostas do Himalaia, ‘Dorje Ling’ — ou ‘Lugar do Raio’ — oferece panoramas deslumbrantes dos picos nevados, com o Kanchendzonga se sobressaindo acima de todos. Conhecida como a ‘Rainha das Colinas’, a cidade encanta com suas cascatas delicadas, pequenas aldeias e a célebre ferrovia de bitola estreita. Envolta por mundialmente famosos jardins de chá e montanhas cobertas de neve, Darjeeling permanece um dos destinos mais singulares da Índia. Graeme Westlake, em sua obra ‘Uma Introdução às Estações de Montanha na Índia’, descreveu Darjeeling como possuidora de ‘uma vista que dificilmente encontra rival na Terra’.
Dia 07 DARJEELING – PASSEIOS PELO DIA TODO (tempo estimado: 8 horas)
Madrugada: por volta das 04h00, subida à Tiger Hill (2.440 metros de altitude), sujeita à disponibilidade de senhas, para contemplar o nascer do sol sobre o Pico Kanchendzonga (sujeito ao tempo). Retorno ao hotel para o café da manhã.
Após o café da manhã, passeio de Toy Train até Ghoom e visita ao Monastério de Ghoom (sujeito ao funcionamento da ferrovia e disponibilidade de assentos).
TOY TRAIN
A paisagem espetacular se revela enquanto a ferrovia de Darjeeling, de bitola de 60 cm e inaugurada em 1881, avança a cerca de 16 km/h cruzando a estrada em zigue-zague. As pequenas locomotivas de quatro rodas — algumas com mais de cem anos — são verdadeiras lendas vivas. Uma experiência de sons, aromas e memórias de uma época que ficou para trás. Obra de engenharia e conquista tecnológica do século XIX, a Ferrovia Himalaia de Darjeeling (DHR) carrega importância social, cultural e estética inigualável. Reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é considerada de valor duradouro para a civilização.
Ao longo do dia, visitas às Rochas Tenzing/Gumpo, ao Parque Zoológico Padmaja Naidu e ao Instituto de Montanhismo do Himalaia (fechado às quintas-feiras), à vista panorâmica dos Jardins de Chá, ao Templo Japonês e à Pagode da Paz, ao Centro de Refugiados Tibetanos (fechado aos domingos). À noite, tempo livre para caminhar pelo mercado local.
Pernoite em Darjeeling.
Dia 08 DARJEELING – PHUENTSHOLING (195 km, approx. 5 horas)
Café da manhã e traslado para Phuentsholing.
Na chegada à fronteira de Phuentsholing, você será recebido e encaminhado para o processo de imigração.
Phuentsholing é o portal de entrada para o sul do Butão — um movimentado centro comercial situado às margens da planície indiana, bem ao sopé das colinas do Himalaia. A cidade é uma fascinante mistura entre o mundo indiano e o butanês, um exemplo genuíno de encontro de povos e culturas.
Check-in no hotel. Pernoite no hotel.
Dia 09 PHUENTSHOLING – PARO (150 km, approx. 5 horas)
Café da manhã bem cedo, check-out e viagem de carro até Paro, com parada em Chuzom, ponto de confluência dos rios Thimphu e Paro. Três stupas de diferentes estilos — tibetano, nepalês e butanês — adornam esse encontro de águas.
Ao chegar em Paro, explore os mercados locais e as ruas da cidade. Pernoite em Paro.
Dia 10 PARO
Café da manhã e excursão ao Monastério Taktshang — o ‘Ninho do Tigre’ (caminhada de aproximadamente 5 horas). Um dos mosteiros mais célebres do Butão, empoleirado na beirada de um penhasco a 900 metros acima do Vale de Paro. Diz a lenda que o Guru Rinpoche chegou aqui montado numa tigresa e meditou nesse local — daí o nome. O local foi declarado sagrado e visitado pelo Shabdrung Ngawang Namgyal em 1646, sendo hoje destino obrigatório para todo butanês ao longo da vida. Em 19 de abril de 1998, um incêndio causou sérios danos à estrutura principal, mas o mosteiro foi restaurado com fidelidade à sua glória original.
Visita ao Ta Dzong, antiga torre de vigia que hoje abriga o Museu Nacional do Butão, com uma vasta coleção de thangkas, têxteis, armas e armaduras, objetos domésticos e artefatos históricos e naturais.
Logo após, descida pelo caminho até o Rinpung Dzong (ou Dzong de Paro), cujo nome significa ‘Fortaleza do Monte de Jóias’. Ao longo das galerias de madeira do pátio interno, pinturas murais retratam ensinamentos budistas: os quatro amigos, o ancião de longa vida, a roda da vida, cenas da vida de Milarepa, o Monte Sumeru e outros mandalas cósmicos.
Pernoite no hotel em Paro.
Dia 11 PARO – PUNAKHA (150 km, approx. 4 horas)
Café da manhã no hotel e viagem até Punakha, cruzando o Passo de Dochula (3.080 m). No Butão, as passagens de montanha são marcadas por grandes chortens e bandeiras de orações. Em dias de céu limpo, Dochula oferece vistas extraordinárias sobre os picos orientais do Himalaia.
Após o check-in no hotel, visita ao Dzong de Punakha, imponente estrutura erguida na junção de dois rios. Capital do Butão até 1955, o Dzong ainda funciona como residência de inverno da corporação monástica.
À tarde, excursão ao Chimi Lhakhang (cerca de 15 minutos de carro até o final da estrada pavimentada, seguido de uma caminhada por arrozais e aldeias — aproximadamente 1h30 no total, ida e volta). O Chimi Lhakhang, também chamado Templo da Fertilidade, está situado sobre uma pequena colina no centro do vale. A crença popular diz que casais sem filhos que rezam ali costumam ser agraciados com uma criança em breve. O caminho passa pelos campos de arroz até a pequena localidade de Pana (‘campo’), e a passagem pela aldeia próxima ao templo oferece uma visão rara do cotidiano dos moradores.
O anoitecer pode ser aproveitado explorando a aldeia de Punakha, às margens do rio.
Pernoite no hotel em Punakha.
Dia 12 PUNAKHA – THIMPHU (80 km, approx. 3 horas)
Café da manhã cedo, check-out e traslado para Thimphu.
Ao chegar à capital, check-in no hotel. Thimphu é uma cidade única: ao mesmo tempo centro do governo, da religião e do comércio butanês, mistura desenvolvimento moderno e tradições milenares. Com cerca de 90.000 habitantes, é possivelmente a única capital do mundo que ainda não possui semáforos.
Visita ao Buda Point (Kuensel Phodrang): a poucos minutos do centro, o Ponto do Buda oferece uma visão panorâmica do Vale de Thimphu e abriga a maior estátua de Buda do país. É possível prestar reverências, oferecer orações e contemplar o vale ao redor.
Visita ao Memorial Chorten do Rei, continuamente circundado por devotos que murmuram mantras e giram suas rodas de oração. A ideia da construção partiu do terceiro rei do Butão, Sua Majestade Jigme Dorji Wangchuk — o ‘Pai do Butão Moderno’ —, que desejava erigir um monumento à paz e à prosperidade mundial. Concluído em 1974 após sua morte prematura, o chorten é ao mesmo tempo memorial ao rei falecido e símbolo de paz.
Visita ao Trashichhoedzong: esta imponente fortaleza/monastério abriga o Secretariado, a sala do trono de Sua Majestade o Rei e diferentes repartições do governo. Funciona também como residência de verão do Chefe Abade e da corporação monástica central.
À noite, caminhada exploratória pela Rua Principal e área do mercado de Thimphu. Visita ao Bazar de Artesanato Local, onde é possível encontrar têxteis artesanais, pinturas thangka, máscaras, cerâmicas, entalhes em ardósia e madeira, joias e objetos confeccionados com materiais locais.
Pernoite no hotel em Thimphu (altitude: 2.400 m).
Dia 13 THIMPHU
Após o café da manhã, passeios pelo Vale de Thimphu com visita à Biblioteca Nacional, que preserva uma extensa coleção de inestimáveis manuscritos budistas; ao Instituto Zorig Chusum (popularmente chamado Escola de Pintura), onde estudantes passam seis anos se aperfeiçoando nas 13 artes e ofícios tradicionais do Butão; ao Museu Têxtil, que oferece uma janela para uma das mais peculiares expressões artísticas do país; e ao Simply Bhutan, museu vivo e espaço cultural que encapsula a herança do povo butanês.
Após o almoço, curta viagem (15 km) até Pangri Zampa, um dos monastérios mais antigos do Butão, do século XVI, localizado ao norte de Thimphu. O local abriga uma escola monástica onde jovens monges estudam o Lamaísmo e a astrologia budista.
Visita ao Nunnery Zilukha, também chamado Druthob Goemba. Com cerca de 60 freiras em suas dependências, o local transmite uma serenidade que convida à contemplação. É o maior convento do Butão, e a conversa com as freiras é bastante reveladora. Conhecer sua rotina, crenças e formação é uma experiência enriquecedora.
Pernoite no hotel em Thimphu.
Dia 14 THIMPHU – PARO (50 km, approx. 2 horas)
Café da manhã no hotel. Traslado ao Aeroporto Internacional de Paro para encerramento da viagem.